sábado, 10 de novembro de 2012





Poema de alberto caiero, que devia beber pítu, fumar paiero e ser feliz por bosta




Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos
Acho te graça por nunca ter te visto antes,
e naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança
Nem aqui vinhas.
Brinca na poeira, brinca.
Aprecio a tua presença só com os olhos.
Vale mais a pena ver uma coisa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar
O modo como esta criança esta suja é diferente
do modo como as outras estão sujas.
Brinca. Pegando numa pedra que te cabe na mão,
Sabes que te cabe na mão.
Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior?
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.

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